Leia o texto.
“O relevo continental da Terra é formado por três grandes estruturas geológicas: os escudos cristalinos, as bacias sedimentares e as cadeias orogênicas. Os escudos cristalinos são áreas muito antigas, compostas por rochas resistentes e pouco férteis, que ocupam grandes extensões dos continentes. As bacias sedimentares são regiões onde se acumularam sedimentos ao longo de milhões de anos, formando solos férteis e ricos em recursos como petróleo e carvão. Já as cadeias orogênicas são grandes cordilheiras de montanhas, como os Andes e o Himalaia, que surgiram a partir do choque entre placas tectônicas e apresentam altitudes elevadas.
Existe uma relação direta entre a idade das estruturas geológicas e as altitudes do relevo. As áreas mais antigas, como os escudos cristalinos, apresentam altitudes mais baixas, pois foram desgastadas pela ação da erosão ao longo de milhões de anos. Já as cadeias orogênicas, mais recentes, possuem altitudes elevadas, pois ainda estão em processo de formação e não sofreram tanto desgaste. Essa diferença explica por que países como o Brasil, formado principalmente por estruturas antigas, apresentam relevo com predominância de planaltos e planícies, enquanto regiões como o Himalaia possuem montanhas muito altas e jovens.
Ao comparar a altimetria dos relevos continentais, percebe-se que as grandes cadeias de montanhas estão associadas às cadeias orogênicas, resultado da movimentação das placas tectônicas. Já as coberturas sedimentares do período Quaternário estão ligadas às estruturas mais recentes, pois foram formadas pela deposição de sedimentos em áreas de relevo mais antigo. Essa dinâmica mostra como o relevo é resultado da interação entre processos internos da Terra, como o tectonismo, e externos, como a erosão e a sedimentação, que juntos moldam continuamente a superfície terrestre.”
1- Quais são as três grandes estruturas
geológicas do relevo continental da Terra? Descreva as principais
características de cada uma delas.
2. Aponte a relação que existe entre a idade das estruturas geológicas e as altitudes do relevo continental.
3. Compare a altimetria dos relevos continentais abaixo.
Com base nessa comparação, responda:
a) As grandes cadeias de montanhas estão associadas à formação de qual estrutura geológica?
b) As coberturas sedimentares do período Quaternário estão associadas às estruturas geológicas mais antigas ou mais recentes?
Leia o texto.
“O relevo é uma das principais chaves para compreender a história da Terra e também o espaço geográfico brasileiro. As formas que vemos hoje, como planaltos, planícies e depressões, são resultado de milhões de anos de processos internos, como o movimento das placas tectônicas, e externos, como erosão e sedimentação. Essa combinação de forças explica por que algumas áreas apresentam grandes cordilheiras, enquanto outras se destacam por superfícies mais aplainadas. Assim, o relevo não é apenas uma paisagem estática, mas um registro vivo das transformações que moldaram o planeta.
A idade das estruturas geológicas influencia diretamente sua aparência. Regiões formadas há muito tempo tendem a apresentar altitudes mais baixas, pois foram desgastadas pela ação contínua da água, do vento e das variações climáticas. Já áreas mais jovens, como cordilheiras em formação, mantêm altitudes elevadas e picos imponentes. Essa diferença pode ser observada quando comparamos o território brasileiro, marcado por estruturas antigas e suavizadas, com os Andes, que ainda estão em processo de elevação e apresentam montanhas muito altas.
No Brasil, embora as
estruturas geológicas sejam antigas, as formas do relevo são consideradas mais
recentes. Isso ocorre porque os processos de erosão e deposição remodelaram
constantemente o território, criando novas superfícies e redistribuindo
sedimentos. O predomínio de baixas altitudes é explicado pela ausência de
grandes cadeias orogênicas jovens e pela longa ação erosiva que desgastou os
terrenos cristalinos. Essa característica favorece a ocupação humana, já que
áreas menos íngremes são mais propícias para agricultura, pecuária e expansão
urbana.
A comparação entre os planaltos brasileiros e a cordilheira dos Andes evidencia a diferença entre estruturas antigas e recentes. Os planaltos, formados por rochas cristalinas muito antigas, foram suavizados pela erosão ao longo de milhões de anos. Já os Andes, resultado do encontro das placas tectônicas Sul-Americana e de Nazca, são jovens e ainda apresentam intensa atividade geológica, como vulcanismo e terremotos. Essas evidências confirmam que a idade das estruturas está diretamente ligada à sua altitude e à intensidade dos processos que as moldam.
Para representar o relevo, os geógrafos utilizam cartas hipsométricas e perfis topográficos. As cartas hipsométricas destacam as altitudes com cores, facilitando a visualização das variações de altura em grandes áreas. Já os perfis topográficos mostram cortes do terreno em linha, permitindo observar a variação da altitude ao longo de um trajeto específico. Essas ferramentas são fundamentais para compreender a diversidade do relevo brasileiro e mundial, além de apoiar o planejamento urbano, agrícola e ambiental.”
Fonte: tudodegeografia.com
4. Observe as formas do relevo litorâneo mostradas na imagem abaixo e pesquise em revistas, livros, enciclopédias, na internet etc. as principais características de cada uma dessas formas. Registre o resultado de sua pesquisa na forma de um resumo.
5. “Podemos dizer que as estruturas geológicas do território brasileiro são antigas, mas as formas do relevo, do ponto de vista geológico, são mais recentes.” Justifique essa afirmação.
6. Que fatores explicam o predomínio de baixas altitudes no relevo brasileiro?
7. Com relação aos processos de erosão e deposição, diferencie planícies e planaltos.
8. A mais atual classificação do relevo brasileiro considera três importantes critérios para explicar as formas do relevo. Quais são esses critérios? O que eles levam em conta?
9. Observe as imagens e responda às
questões.
a) Qual dessas formas de relevo é mais antiga: os planaltos brasileiros ou a cordilheira dos Andes?
b) Quais evidências geológicas podem confirmar essa afirmação?
10. Observe, compare o mapa e o perfil topográfico e responda às questões.
a) As cartas hipsométricas e os perfis topográficos são formas bastante usuais de representação do relevo. Quais informações são privilegiadas em cada uma dessas representações?
b) Qual segmento do mapa corresponde ao perfil topográfico acima?
c)
Quais dos segmentos indicados no mapa passam por uma maior variedade de
altitudes?
11. De acordo com o que você estudou sobre as formas do relevo brasileiro, associe corretamente as formas de relevo mostradas nas fotografias aos respectivos números indicados no mapa acima.
GABARITO
1. As três grandes estruturas
geológicas da Terra são: escudos cristalinos, dobramentos orogênicos modernos e
bacias sedimentares. Os escudos cristalinos são formações rochosas mais antigas
da crosta, surgidas no período Pré-cambriano, entre 1 milhão e 4,5 bilhões de
anos atrás. Os dobramentos orogênicos modernos são grandes cadeias montanhosas
formadas em decorrência da movimentação das placas tectônicas. As bacias
sedimentares são grandes depressões do relevo, com superfícies relativamente
planas, preenchidas por espessas camadas de sedimentos rochosos ou de origem
orgânica.
2. Os terrenos de idade
geológica mais antiga (como os escudos cristalinos) ficaram mais expostos ao
intemperismo e aos processos erosivos, o que explica suas formas mais
rebaixadas. Os terrenos de idade geológica mais recente (como os dobramentos
modernos), ainda em processo de formação e pouco desgastados pela erosão,
apresentam as maiores elevações do relevo continental.
3. a) As grandes cadeias de
montanhas estão as- sociadas à formação dos dobramentos jovens ou modernos.
b) As coberturas sedimentares
quaternárias es- tão nas estruturas geológicas mais antigas, como plataformas e
crátons (do Pré-cambriano) e nos dobramentos antigos.
4. Enseada: reentrância da
costa que se estende em direção ao mar.
Baía: porção do mar que se
estende em direção ao continente por uma passagem estreita. As baías são menores
que o golfo.
Golfo: grande enseada, ou
seja, reentrância do Oceano na zona costeira, maior que uma baía.
Delta: sistema de deposição
que ocorre na linha da costa, na qual os sedimentos são transporta- dos por um
rio.
Estuário: embocadura de um rio
no mar formado por uma única saída.
Costa: área limítrofe, sem
largura definida, entre o ambiente terrestre e marinho.
Ilha: porção de terra firme
cercada por água. Península: porção de terra cercada por água e ligada ao
continente por uma estreita faixa de terra.
Cabo: faixa de terra que
avança em direção ao mar.
Arquipélago: grupo ou cadeia
de ilhas próximas entre si que apresentam origem e estrutura geológica
semelhantes.
5. As estruturas geológicas do
relevo brasileiro são muito antigas, pois, em geral, datam do período
Pré-cambriano. Já as formas do relevo vêm sendo criadas e recriadas
continuamente nos últimos milhões de anos por agentes externos, como água,
ventos, chuvas, entre outros, sendo, portanto, bem mais recentes.
6. A ausência de movimentos orogênicos
recentes (dobramentos modernos) associada à idade muito antiga do modelado
brasileiro, já bem desgastado pelos processos erosivos.
7. Os planaltos são
intensamente desgastados pela erosão, apresentando formações diversas como
serras e chapadas. Já as planícies acumulam sedimentos de origem lacustre,
fluvial ou marinha.
8. Os critérios são:
morfoestrutural, que considera a origem geológica dos terrenos; critério
morfoclimático, que considera a ação dos climas pretéritos; e critério
morfoescultural, que considera a influência dos agentes erosivos externos.
9. a) A forma de relevo mais
antiga são os planaltos brasileiros.
b) Por serem tão antigas,
essas formações foram intensamente desgastadas pelos processos erosivos e
possuem altitudes relativamente baixas.
10. Nos perfis topográficos,
são representadas as formas de do terreno e altitudes e, nas cartas
hipsométricas, é verificada, principalmente, a especialização da faixa de
altitude em um terreno.
b) Segmento AB.
c) Os segmentos CD e EF.
11. 1-III; 2-IV; 3-I; 4-II;