domingo, 15 de março de 2026

ATIVIDADE 4 - GUERRA IRÃ X ISRAEL/ESTADOS UNIDOS - 3° ANO ENSINO MÉDIO

Atividade 4 - Ensino Médio – 3° Ano
Tema Geral: Guerra entre Irã e Estados Unidos/Israel.
Habilidades BNCC: EM13CHS101, EM13CHS102, EM13CHS201, EM13CHS202, EM13CHS301. 

Leia o texto.

CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO: PETRÓLEO, GEOPOLÍTICA E IMPACTOS GLOBAIS. 

O Oriente Médio continua sendo uma das regiões mais estratégicas do planeta, tanto pela sua localização quanto pela abundância de petróleo. Em 2026, a tensão entre Israel e Irã ganhou destaque internacional, após ataques diretos que envolveram bombardeios a infraestrutura iraniana e retaliações contra aliados de Israel. Esse conflito não é apenas regional, mas tem repercussões globais, pois afeta rotas comerciais, a segurança energética e a estabilidade política mundial.  

De acordo com relatórios recentes, os Estados Unidos apoiaram Israel em operações militares contra o Irã, com o objetivo de enfraquecer sua capacidade bélica e reduzir a produção de mísseis balísticos. Em resposta, o Irã intensificou ameaças e ações contra aliados norte-americanos, ampliando o risco de uma guerra prolongada. Essa escalada militar preocupa organismos internacionais como a ONU, que alertam para o aumento do número de refugiados e deslocados internos, pressionando países vizinhos como Jordânia e Líbano.  


A disputa pelo petróleo continua sendo um dos principais elementos que explicam a intervenção de potências externas na região. O Oriente Médio concentra cerca de 48% das reservas comprovadas de petróleo do mundo, segundo a OPEP. O Irã, como grande produtor, tem papel estratégico nesse cenário. Qualquer instabilidade em suas exportações pode elevar os preços internacionais do petróleo, impactando diretamente economias dependentes, como Estados Unidos, China e países da União Europeia.  

Além da dimensão econômica, o conflito entre Israel e Irã também está ligado a questões religiosas e culturais. O Irã, de maioria xiita, busca ampliar sua influência regional, enquanto Israel, aliado dos EUA, procura conter esse avanço. Essa rivalidade se soma às disputas históricas envolvendo Palestina e outros países árabes, tornando o Oriente Médio uma região de complexidade política e cultural. A mídia internacional, ao noticiar os ataques e retaliações, molda narrativas que influenciam a opinião pública e pressionam governos a tomar posições.  

Os impactos sociais e ambientais da guerra são igualmente graves. A destruição de infraestrutura, a contaminação de áreas urbanas e o deslocamento de milhões de pessoas ampliam a crise humanitária. Países vizinhos enfrentam dificuldades para acolher refugiados, enquanto nações europeias e americanas debatem políticas de imigração. Organizações como a ONU e a OTAN tentam mediar o conflito, mas enfrentam resistência dos atores locais e divergências entre grandes potências.  

A situação atual mostra como conflitos regionais podem ter repercussões globais. O embate entre Israel e Irã não se limita ao Oriente Médio: ele afeta a economia mundial, a segurança energética e a estabilidade política internacional. 

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), BBC News, The Guardian.


1. Leia a manchete.

 


Explique como os conflitos entre Irã, Estados Unidos e Israel se relacionam com disputas geopolíticas pelo controle de recursos naturais, especialmente o petróleo, e analise os impactos dessa relação para a economia mundial.

2- Discuta de que forma a intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio contribuiu para a reconfiguração das fronteiras políticas e para o aumento das tensões sociais na região.

3- Analise como a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel influenciou os fluxos migratórios e os processos de refugiados, relacionando-os com os desafios enfrentados pelos países vizinhos e pela comunidade internacional.

4- Avalie o papel da mídia internacional na construção da narrativa sobre os conflitos no Oriente Médio, destacando como diferentes discursos podem influenciar a opinião pública e as decisões políticas globais

5- Leia o texto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou recentemente que a Organização das Nações Unidas (ONU) está ficando "desacreditada" e não está cumprindo os princípios estabelecidos em sua Carta de Criação de 1945. As principais críticas feitas pelo presidente em março de 2026, durante a Conferência Regional da FAO no Itamaraty.

Relacione os conflitos no Oriente Médio com a atuação de organizações internacionais (como ONU e OTAN), discutindo os limites e possibilidades dessas instituições na busca pela paz e estabilidade regional. 

6- (H1) Localize e descreva a importância estratégica do Oriente Médio no contexto das rotas comerciais globais e explique como isso influencia os conflitos na região. 

A) O Oriente Médio não possui relevância comercial. 

B) O Oriente Médio é estratégico por suas rotas marítimas e reservas energéticas. 

C) O Oriente Médio perdeu importância após a globalização. 

D) O Oriente Médio é relevante apenas para o turismo religioso. 

E) O Oriente Médio é estratégico apenas para Israel. 

 

7- (H2) Compare os impactos ambientais das guerras no Oriente Médio com os efeitos sociais gerados para a população local. 

A) As guerras provocaram destruição ambiental e agravaram problemas sociais. 

B) As guerras não causaram impactos ambientais significativos. 

C) As guerras beneficiaram a preservação ambiental e reduziram tensões sociais. 

D) As guerras não tiveram relação com o meio ambiente. 

E) As guerras apenas fortaleceram a economia local. 

 

8- (H5) Analise como os conflitos no Oriente Médio influenciaram a política externa do Brasil e sua posição em organismos internacionais. 

A) O Brasil não se posicionou em relação aos conflitos. 

B) O Brasil buscou equilíbrio diplomático e defesa da paz. 

C) O Brasil apoiou diretamente intervenções militares. 

D) O Brasil ignorou os impactos humanitários. 

E) O Brasil reduziu sua participação em organismos internacionais. 

 

9- (H6) Interprete como os conflitos no Oriente Médio se relacionam com disputas religiosas e culturais, além das questões econômicas. 

A) Os conflitos são exclusivamente econômicos. 

B) Os conflitos são apenas culturais, sem relações econômicas.

C) Os conflitos não possuem relação com religião. 

D) Os conflitos envolvem dimensões religiosas, culturais e econômicas.  mica. 

E) Os conflitos são apenas militares, sem outras dimensões. 

 

10- (H9) Relacione os efeitos da guerra no Oriente Médio com a segurança energética global e os desafios para países dependentes de petróleo. 

A) A guerra não afetou a segurança energética global. 

B) A guerra aumentou a instabilidade e os riscos para países dependentes. 

C) A guerra garantiu estabilidade energética mundial. 

D) A guerra reduziu a importância do petróleo como recurso estratégico. 

E) A guerra beneficiou apenas os países produtores de petróleo. 

 

GABARITO

1- Os conflitos estão ligados ao controle das reservas de petróleo, já que o Oriente Médio concentra quase metade das reservas mundiais. A intervenção militar reflete interesses estratégicos de grandes potências em garantir segurança energética, influenciando preços internacionais e afetando economias dependentes.

2- As intervenções norte-americanas enfraqueceram governos locais, intensificaram rivalidades internas e provocaram instabilidade política, fortalecendo grupos armados e ampliando tensões sociais e territoriais.

3- A escalada militar provocou destruição e insegurança, forçando milhões de pessoas a se deslocarem. Países vizinhos enfrentam pressão para acolher refugiados, enquanto a comunidade internacional debate políticas de imigração e assistência humanitária.

4- A mídia molda percepções sobre os conflitos, podendo legitimar ou criticar intervenções militares. Diferentes discursos influenciam a opinião pública e pressionam governos e organismos internacionais a tomar decisões políticas alinhadas às narrativas predominantes.

5- Organizações internacionais atuam na mediação e busca de soluções, mas enfrentam limites impostos por interesses geopolíticos das grandes potências, o que dificulta a efetiva resolução dos conflitos. 

6- B. O Oriente Médio é estratégico por suas rotas marítimas e reservas energéticas. 

7- A. As guerras provocaram destruição ambiental e agravaram problemas sociais. 

8- B. O Brasil buscou equilíbrio diplomático e defesa da paz. 

9- D. Os conflitos envolvem dimensões religiosas, culturais e econômicas. 

10- B. A guerra aumentou a instabilidade e os riscos para países dependentes. 

ATIVIDADE 6 - G7, G20 e BRICS - 9° ANO ENSINO FUNDAMENTAL

ATIVIDADE 6
Objeto de Aprendizagem: Organismos de Poder - A atuação do G7, G20 e a expansão dos BRICS. 
Habilidades da BNCC: EF09GE02 / EF09GE03 / EF09GE05 / EF09GE10 / EF09GE11 / EF09GE13 / EF09GE14 / EF09GE15

 

Leia o Texto.

 

ORGANISMOS DE PODER GLOBAL: G7, G20 E A EXPANSÃO DOS BRICS

 

O cenário internacional atual é marcado pela atuação de organismos de poder como o G7, o G20 e a expansão dos BRICS, que influenciam diretamente a economia e a política mundial. Esses grupos discutem soluções para problemas globais, como crises econômicas, mudanças climáticas e desigualdades sociais.

 

O G7 reúne as principais economias desenvolvidas, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá. Criado nos anos 1970, o grupo busca coordenar políticas econômicas e enfrentar desafios globais. Recentemente, o G7 tem se destacado em debates sobre transição energética e segurança internacional, especialmente diante de conflitos e da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A atuação do G7 mostra como países ricos tentam manter sua influência sobre decisões que afetam o mundo inteiro. 

 

O G20, por sua vez, é mais amplo e reúne 19 países e a União Europeia, representando cerca de 85% da economia mundial. Diferente do G7, o G20 inclui economias emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul, tornando o grupo mais representativo. Nos últimos anos, o G20 tem discutido temas como regulação financeira, combate às mudanças climáticas e estratégias para enfrentar crises globais, como a pandemia da Covid-19. A presença de países em desenvolvimento fortalece o debate sobre desigualdades e dá voz a diferentes realidades econômicas.



Já os BRICS, formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, surgiram como um bloco de países emergentes que buscam maior protagonismo internacional. Em 2024, o grupo iniciou um processo de expansão, conhecido como BRICS+, incluindo novos membros como Egito, Irã e Arábia Saudita. Essa ampliação aumenta a representatividade do bloco, mas também traz desafios internos, já que os países possuem interesses distintos. Para o Brasil, participar dos BRICS significa ampliar sua inserção no mercado asiático e reforçar sua autonomia estratégica em relação às grandes potências. 

 

A situação-problema que se coloca é: como equilibrar os interesses de países tão diferentes em blocos multilaterais? Enquanto o G7 busca manter sua liderança, o G20 tenta conciliar economias desenvolvidas e emergentes, e os BRICS procuram construir um mundo multipolar, com maior equilíbrio de poder. Essa disputa influencia diretamente o comércio internacional, os investimentos e até as políticas ambientais, impactando o cotidiano das pessoas, como o preço dos alimentos e da energia. 

 

Compreender a atuação desses organismos é fundamental para os estudantes, pois mostra como decisões tomadas em reuniões internacionais podem afetar a vida de todos. O crescimento dos BRICS, a força do G20 e a influência histórica do G7 revelam que o mundo está em constante transformação, exigindo cooperação entre países para enfrentar problemas globais.

 

Fonte: Carnegie Endowment for International Peace; Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI); Ministério da Fazenda do Brasil. 

 

 

Observe o mapa e responda.

 


1- Explique qual é a principal diferença entre o G7 e o G20 em relação à representatividade dos países que compõem cada grupo. 


 

2- Analise como o G7 busca manter sua influência mundial e cite exemplos de temas atuais discutidos por esse grupo. 

 

 

3- O G20 reúne países desenvolvidos e emergentes. De que forma essa diversidade de membros torna o grupo mais representativo nas decisões globais? 


 

4- Os BRICS passaram por um processo de expansão em 2024. Explique quais países foram incluídos e quais desafios essa ampliação pode trazer para o bloco. 

 

 

5- Discuta como a participação do Brasil nos BRICS pode contribuir para sua inserção internacional e para o fortalecimento de sua economia. 

 

 

6- A disputa de poder entre G7, G20 e BRICS influencia diretamente o cotidiano das pessoas. Explique como decisões tomadas nesses grupos podem impactar preços de alimentos, energia ou políticas ambientais. 


 

7- Compare os objetivos do G7, do G20 e dos BRICS e avalie como cada grupo busca responder aos problemas globais, como mudanças climáticas, crises econômicas e desigualdades sociais. 


 

8- Em 2024, os BRICS iniciaram um processo de expansão, incluindo países como Egito, Irã e Arábia Saudita. Considerando a diversidade política e econômica desses novos membros, qual é o principal impacto dessa ampliação para o bloco? 

A) Maior homogeneidade cultural entre os países. 

B) Aumento da representatividade global, mas também maiores desafios de conciliar interesses distintos. 

C) Redução da influência da China e da Índia dentro do grupo. 

D) Exclusão de países emergentes da América Latina. 

 

9- O G20 reúne cerca de 85% da economia mundial e inclui países desenvolvidos e emergentes. Em situações de crise global, como a pandemia da Covid-19, qual vantagem esse grupo apresenta em relação ao G7? 

A) Maior diversidade de perspectivas econômicas e sociais, permitindo decisões mais abrangentes.    

B) Capacidade de representar apenas os países ricos.

C) Exclusividade em temas militares e de segurança internacional. 

D) Menor participação de países asiáticos e africanos. 

 

10- As decisões tomadas por organismos como G7, G20 e BRICS podem afetar diretamente o cotidiano das populações. Qual exemplo mostra essa relação de forma mais clara? 

A) A definição de regras de convivência cultural entre países. 

B) A escolha de representantes diplomáticos em cada continente. 

C) A organização de eventos esportivos internacionais. 

D) A criação de políticas que influenciam preços de alimentos e energia, impactando o custo de vida das famílias. 

 

  

 

GABARITO

 

1- O G7 reúne apenas países desenvolvidos e ricos, enquanto o G20 inclui também economias emergentes e em desenvolvimento, tornando-se mais representativo da realidade mundial. 

 

2- O G7 mantém sua influência ao coordenar políticas econômicas e discutir temas globais como transição energética, segurança internacional e conflitos recentes, além de medidas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. 

 

3- A diversidade de membros permite que o G20 represente cerca de 85% da economia mundial e dê voz a diferentes realidades, equilibrando interesses de países ricos e emergentes em temas como regulação financeira e combate às mudanças climáticas. 

 

4- Foram incluídos países como Egito, Irã e Arábia Saudita. Essa expansão aumenta a representatividade, mas traz desafios internos devido às diferenças culturais, políticas e econômicas entre os membros. 

 

5- O Brasil amplia sua inserção no mercado asiático, fortalece sua autonomia estratégica e ganha mais protagonismo internacional, podendo diversificar parcerias econômicas e políticas. 

 

6- As decisões podem afetar o comércio internacional, os investimentos e as políticas ambientais, influenciando o preço dos alimentos, da energia e até medidas de combate às mudanças climáticas que impactam a vida cotidiana. 

 

7- O G7 busca manter a liderança dos países ricos, o G20 procura conciliar interesses de economias desenvolvidas e emergentes, e os BRICS defendem um mundo multipolar, com maior equilíbrio de poder. Todos discutem problemas globais, mas com perspectivas diferentes. 

 

8- B 

9- A 

10- D


ATIVIDADE 5 - PANORAMA ATUAL DA POPULAÇÃO MUNDIAL - 8° ANO ENSINO FUNDAMENTAL

ATIVIDADE 5
Objeto de Aprendizagem: Panorama Atual Da População Mundial.
Competências da BNCC: EF08GE01 / EF08GE02 / EF08GE03 / EF08GE04 / EF08GE18

Leia o texto.

PANORAMA ATUAL DA POPULAÇÃO MUNDIAL


As taxas de natalidade vêm diminuindo desde o final do século XIX e o início do século XX nos países de economia mais desenvolvida. Isso se deve, sobretudo, ao processo de êxodo rural e à urbanização, que transformaram o modo de vida de grande parte das populações que passaram a viver nas cidades. A ampliação dos gastos familiares com moradia, educação, saúde, lazer, vestuário e transporte, associado ao uso de métodos contraceptivos e à maior participação da mulher no mercado de trabalho, contribuíram para que ocorresse uma importante diminuição das taxas de natalidade em muitos países desenvolvidos. 

Esse cenário também é verificado em vários países subdesenvolvidos, chamados economias emergentes, como Brasil, Argentina e México. No entanto, na maior parte dos países subdesenvolvidos, as elevadas taxas de fecundidade refletem no maior crescimento da população. Nesses países, a falta de planejamento familiar e o baixo uso de métodos contraceptivos são alguns dos fatores que explicam as elevadas taxas de natalidade, sobretudo entre as populações mais pobres. 

Atualmente, segundo dados da ONU, a população mundial ultrapassa 8 bilhões de pessoas, e a tendência é que continue crescendo, principalmente em países da África Subsaariana e do Sul da Ásia. Nessas regiões, as taxas de natalidade ainda são altas, e a população jovem representa grande parte da sociedade. Esse crescimento rápido traz desafios para governos, como garantir acesso à educação, saúde, saneamento e oportunidades de trabalho. Ao mesmo tempo, em países desenvolvidos, como Japão e Alemanha, a população envelhece rapidamente, criando a necessidade de políticas voltadas para idosos e para a manutenção da força de trabalho. 

Outro aspecto importante é a migração internacional, que se intensificou nas últimas décadas. Conflitos armados, crises econômicas e mudanças climáticas têm levado milhões de pessoas a buscar melhores condições de vida em outros países. A Europa, por exemplo, recebeu grande fluxo de refugiados vindos da Síria e de outras regiões em conflito. Esse movimento populacional altera a composição demográfica dos países e gera debates sobre integração cultural, políticas de acolhimento e impactos econômicos. 

As mudanças climáticas também influenciam diretamente o panorama populacional. Regiões afetadas por secas prolongadas, enchentes ou elevação do nível do mar tendem a perder habitantes, que migram para áreas mais seguras. Esse fenômeno, chamado de migração climática, já é observado em países como Bangladesh e em ilhas do Pacífico, onde comunidades inteiras precisam se deslocar devido ao avanço das águas. Esses deslocamentos mostram como fatores ambientais se somam aos econômicos e sociais na dinâmica populacional mundial. 

Por fim, é importante destacar que o crescimento populacional traz tanto oportunidades quanto desafios. Uma população jovem e numerosa pode impulsionar economias emergentes, desde que haja investimentos em educação e infraestrutura. Por outro lado, o envelhecimento populacional em países desenvolvidos exige novas estratégias para garantir qualidade de vida e sustentabilidade dos sistemas de saúde e previdência. Assim, compreender o panorama atual da população mundial é essencial para pensar políticas públicas e soluções que atendam às necessidades de diferentes sociedades. 

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial, Agência Brasil. 

 

1- Explique por que as taxas de natalidade diminuíram nos países desenvolvidos ao longo do século XX, relacionando esse fenômeno com mudanças sociais e econômicas.

2- Analise os desafios enfrentados pelos países que apresentam rápido crescimento populacional, como os da África Subsaariana e do Sul da Ásia, e compare-os com os desafios dos países desenvolvidos que possuem população envelhecida.

3- Discuta como fatores ambientais, como mudanças climáticas e migração climática, influenciam a dinâmica populacional mundial, citando exemplos atuais que mostram essa relação.

 

Leia o texto 2.

POPULAÇÃO MUNDIAL E OS DESAFIOS DA NATALIDADE

O crescimento populacional é um dos temas mais discutidos atualmente, pois está diretamente ligado às condições de vida das pessoas e ao desenvolvimento dos países. Nos países desenvolvidos, como Japão e Alemanha, as taxas de natalidade vêm diminuindo desde o século XX. Esse fenômeno está relacionado ao êxodo rural e à urbanização, que mudaram o modo de vida das famílias. Nas cidades, os gastos com moradia, saúde, educação e transporte aumentaram, e isso levou muitas famílias a optarem por ter menos filhos. Além disso, o uso de métodos contraceptivos e a maior participação da mulher no mercado de trabalho também contribuíram para essa queda. 

Por outro lado, em países em desenvolvimento ou pouco desenvolvidos, como os da África Subsaariana, as taxas de fecundidade continuam elevadas. Nesses locais, a falta de acesso a métodos contraceptivos e a ausência de políticas de planejamento familiar fazem com que muitas famílias tenham um número maior de filhos. Esse crescimento rápido da população traz desafios importantes, como garantir educação, saúde e saneamento para todos. O Brasil, por exemplo, já apresenta uma redução na taxa de natalidade, mas ainda enfrenta desigualdades regionais que influenciam o ritmo do crescimento populacional. 

O planejamento familiar é uma ferramenta essencial para equilibrar o crescimento populacional. Ele envolve o acesso a informações e métodos contraceptivos que permitem às famílias decidir o número de filhos e o momento de tê-los. Quando bem aplicado, o planejamento familiar ajuda a reduzir a pobreza, melhora a qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento econômico. Países que investem em políticas públicas nessa área conseguem controlar melhor sua taxa de fecundidade e oferecer condições mais adequadas para a população. 

Outro fator que influencia diretamente a natalidade é a participação da mulher no mercado de trabalho. Com mais oportunidades de emprego e acesso à educação, muitas mulheres optam por adiar a maternidade ou ter menos filhos. Isso acontece porque a conciliação entre carreira profissional e vida familiar exige planejamento e escolhas conscientes. Esse movimento é visível em países desenvolvidos, mas também começa a se destacar em economias emergentes, como o Brasil. 

Por fim, é importante compreender que a taxa de fecundidade e o crescimento populacional não são apenas números, mas refletem condições sociais, culturais e econômicas de cada país. Enquanto alguns enfrentam o desafio de uma população envelhecida, outros lidam com o rápido aumento de jovens. Essa diversidade exige políticas públicas específicas para cada realidade, sempre com o objetivo de garantir qualidade de vida e sustentabilidade.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial, Agência Brasil. 

 

4. Qual a relação entre o êxodo rural, a urbanização e a queda nas taxas de natalidade nos países desenvolvidos?

5. De que maneira o aumento dos gastos familiares contribui para a diminuição da taxa de natalidade?

6. Por que alguns países subdesenvolvidos continuam apresentando taxas elevadas de fecundidade? 

7. Explique como o planejamento familiar e o acesso aos métodos contraceptivos podem influenciar o crescimento populacional. 

8. Explique o que é taxa de fecundidade.

9. Explique o que é planejamento familiar.

 

Observe a tabela e responda as questões abaixo:


 


10. Qual a importância de realizar o planejamento familiar?

11. Por que países desenvolvidos tendem a ter uma taxa de fecundidade menor?

12. Que fatores contribuem para que países pouco desenvolvidos tenham alta taxa de fecundidade?

13. Como a participação crescente da mulher no mercado de trabalho pode influenciar as decisões familiares relacionadas à quantidade de filhos e ao momento de tê-los? 

 

GABARITO 

1- As taxas de natalidade diminuíram nos países desenvolvidos devido à urbanização, ao aumento dos gastos familiares, ao uso de métodos contraceptivos e à maior participação da mulher no mercado de trabalho. 

 

2- Os países com rápido crescimento populacional enfrentam desafios como garantir educação, saúde e empregos para uma população jovem numerosa, enquanto os países desenvolvidos lidam com o envelhecimento populacional, que exige políticas voltadas para idosos e manutenção da força de trabalho. 

 

3- As mudanças climáticas influenciam a dinâmica populacional por meio da migração climática, em que populações deixam áreas afetadas por secas, enchentes ou elevação do nível do mar. Exemplos incluem Bangladesh e ilhas do Pacífico, onde comunidades inteiras precisaram se deslocar devido ao avanço das águas. 

 

 

4- O êxodo rural e a urbanização modificam o estilo de vida das populações, tornando o ambiente urbano mais caro e estruturado, o que leva muitas famílias a terem menos filhos, contribuindo para a queda nas taxas de natalidade.

 

5. Com mais gastos em moradia, educação, saúde, transporte e lazer, manter muitos filhos se torna financeiramente difícil, fazendo com que as famílias optem por ter menos filhos.

 

6. Muitos países subdesenvolvidos enfrentam baixa escolarização, pouca difusão de métodos contraceptivos e ausência de políticas públicas voltadas ao planejamento familiar, o que resulta em altas taxas de fecundidade.

 

7. O planejamento familiar permite que as famílias decidam quando e quantos filhos desejam ter. O acesso aos métodos contraceptivos possibilita controlar a natalidade, reduzindo o crescimento populacional de forma equilibrada.

 

8. Número médio de filhos por mulher.

 

9. É o conjunto de medidas que auxiliam pessoas a planejar a chegada de filhos ou a adiar o crescimento familiar.

 

10. O planejamento familiar é fundamental para que os indivíduos e as famílias tomem decisões conscientes sobre o número de filhos e o momento mais adequado para tê-los. Isso permite:

- Melhor organização dos recursos familiares, como alimentação, saúde, educação e moradia.

- Redução das taxas de natalidade em regiões onde o crescimento populacional é elevado.

- Prevenção de gestações não desejadas ou precoces, contribuindo para a saúde física e emocional dos pais e dos filhos.

- Promoção da igualdade de gênero, ao possibilitar que mulheres tenham maior autonomia sobre sua vida reprodutiva.

 

11. Países desenvolvidos geralmente apresentam:

- Alto nível de escolaridade, especialmente entre as mulheres, o que leva ao adiamento da maternidade.

- Amplo acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde reprodutiva.

- Estilo de vida urbano e maior foco em carreira profissional.

- Custos elevados para criação de filhos, que fazem com que muitas famílias optem por ter menos filhos.

- Mudanças culturais que valorizam famílias menores e relações mais flexíveis.

 

12. Entre os principais fatores estão:

- Baixo acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde pública.

- Menor escolaridade, especialmente entre mulheres, o que favorece casamentos e maternidade precoce.

- Cultura tradicional que valoriza famílias numerosas.

- Alta mortalidade infantil, que pode levar os casais a terem mais filhos como forma de compensação.

- Dependência econômica da mão de obra familiar, principalmente em áreas rurais.

 

13. A presença da mulher no mercado de trabalho contribui para o adiamento da maternidade, já que muitas priorizam estudos e carreira profissional. Com maior autonomia e acesso à informação, há também maior uso de métodos contraceptivos, o que influencia diretamente na decisão sobre o número de filhos e o melhor momento para formar uma família. Isso contribui para a redução das taxas de natalidade.


ATIVIDADE 5 - BRASIL: NATUREZA E SOCIEDADE - 7° ANO ENSINO FUNDAMENTAL

Atividade 5
Objeto de Aprendizagem: Brasil: Natureza e Sociedade.
Habilidades da BNCC: EF07GE09 / EF07GE1

Leia o texto.

BRASIL, DIVERSIDADE DE CHUVAS, BIOMAS E PAISAGENS

O Brasil é um país de dimensões continentais e isso explica a grande variedade de paisagens que encontramos em seu território. Em algumas regiões, como a Amazônia, a quantidade de chuvas é muito elevada, enquanto em outras, como o sertão nordestino, a precipitação é bem menor. Essa diferença na distribuição das chuvas influencia diretamente o tipo de vegetação e os biomas que se desenvolvem em cada área. Assim, compreender como a chuva se distribui é essencial para entender a diversidade natural brasileira. 

A média pluviométrica, que representa o volume médio de chuvas em determinado período, é um indicador importante para explicar essas diferenças. Ela ajuda a identificar por que alguns estados sofrem com secas prolongadas e outros enfrentam enchentes. Esse dado é utilizado por meteorologistas e agricultores para planejar atividades e prever impactos ambientais. Dessa forma, o estudo da média pluviométrica conecta o clima às paisagens e às atividades humanas. 

Essa diversidade de chuvas e climas está diretamente relacionada aos biomas brasileiros. O país abriga sete grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Campos Sulinos. Cada um deles possui características próprias de vegetação, fauna e clima. A Amazônia é o maior bioma, com enorme biodiversidade e chuvas abundantes, enquanto o Pantanal é o menor, mas com grande importância ecológica. Essa variedade mostra como o território brasileiro é rico em ambientes naturais. 

A biodiversidade, ou seja, a variedade de espécies de plantas, animais e microrganismos, é um dos maiores patrimônios do Brasil. Essa riqueza garante equilíbrio ambiental e oferece recursos naturais importantes, como alimentos e medicamentos. No entanto, ela está ameaçada por atividades humanas como desmatamento, poluição e expansão urbana. Preservar os biomas significa proteger a biodiversidade e garantir qualidade de vida para as futuras gerações. 

As ações humanas transformam as paisagens de forma intensa e muitas vezes negativa. O desmatamento na Amazônia contribui para mudanças climáticas e perda de habitats. No Cerrado, o uso excessivo de agrotóxicos contamina solos e águas. Já na Mata Atlântica, o crescimento urbano e industrial ameaça espécies e reduz áreas de floresta. Esses exemplos mostram como a ocupação humana interfere diretamente na natureza e como os impactos ambientais podem comprometer o equilíbrio dos biomas. 

Por fim, é importante perceber que as paisagens brasileiras são resultado da interação entre processos naturais e atividades humanas. Chuvas, relevo e clima moldam os ambientes, mas as ações humanas aceleram ou intensificam essas mudanças. Preservar os biomas e usar os recursos de forma sustentável é um desafio atual, que exige consciência e responsabilidade.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Meio Ambiente, Agência Brasil. 


1- O Brasil possui uma grande diversidade natural. Parte dessa diversidade deve-se à grande dimensão territorial do nosso país — onde atuam diferentes tipos climáticos e onde encontramos formas de relevo e de solo variados — e à extensa rede hidrográfica. Tais aspectos, inter-relacionados, favoreceram o desenvolvimento das mais diversas paisagens, nas quais se destacam diferentes formações vegetais.

 

O mapa abaixo mostra a quantidade de chuvas que incide em partes diferentes do território brasileiro.


a) Em que estados brasileiros teve a maior precipitação?

b) Em que estados brasileiros teve a menor precipitação?

c) Quantos milímetros choveu em seu estado?

 

2- Você sabe o que é média pluviométrica? Explique.

 

3- De acordo com o mapa abaixo cite os principais biomas brasileiros.



1. __________________________________

 

2. __________________________________

 

3. __________________________________

 

4. __________________________________

 

5. __________________________________

 

6. __________________________________

 

7. _________________________________

 

b) Qual o maior bioma? 

c) Qual o menor bioma?

d) Qual bioma predomina em sua região?

 

4- O Brasil apresenta grande quantidade de biodiversidade. Mas você sabe o que é biodiversidade?

5- Na sua opinião, é importante preservar os biomas?

6- Que tipo de impactos ambientais negativos é possível identificar em sua localidade?

7- Qual é um dos principais impactos ambientais causados pelo desmatamento na Amazônia?

A) Aumento da biodiversidade

B) Redução dos níveis de poluição

C) Mudanças climáticas e perda de habitats

D) Expansão da agricultura sustentável

 

8- A criação de gado é uma atividade econômica significativa em qual bioma brasileiro?

A) Mata Atlântica

B) Cerrado

C) Pantanal

D) Caatinga

 

9- Qual bioma brasileiro é conhecido por sua rica biodiversidade e está atualmente ameaçado pelo crescimento urbano e industrial?

A) Pampa

B) Amazônia

C) Cerrado

D) Mata Atlântica

 

10- O uso inadequado de agrotóxicos em plantações no Cerrado pode causar qual tipo de impacto ambiental?

A) Preservação da fauna local

B) Contaminação do solo e das águas

C) Aumento da produtividade agrícola sustentável

D) Recuperação das áreas degradadas


GABARITO

1- A) Amazonas e Pará.

 

B) Pernambuco e Bahia.

 

C) Resposta pessoal.

 

2- Quantidade média de chuvas que caem em um determinado local e período de tempo.

 

3- A) Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa.

 

B) Amazônico.

 

C) Pantanal.

 

D) Resposta pessoal.

 

4- Corresponde à diversidade biológica, ou seja, à variedade de espécies vivas existentes em uma área.

 

5- Resposta pessoal.

 

6- Resposta pessoal.

 

7- C

8- C

9- D

10- B