sábado, 17 de janeiro de 2026

Atividade 52 de Geografia - 9ª série - Anos Finais - Groenlândia

 Leia o texto e responda as questões abaixo.

 O POTENCIAL ESTRATÉGICO DA GRANDE ILHA CHAMADA GROENLÂNDIA

A Groenlândia é a maior ilha do mundo, localizada no Atlântico Norte e no Ártico, com cerca de 2,1 milhões de km² de extensão territorial. Historicamente, foi habitada por povos inuítes há milhares de anos, que desenvolveram modos de vida adaptados ao clima extremo. A colonização europeia começou com os vikings, por volta do século X, e mais tarde a Dinamarca consolidou sua soberania sobre o território. Atualmente, a Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, com governo próprio desde 1979, mas ainda dependente em questões de defesa e política externa. Sua população é pequena, cerca de 56 mil habitantes, concentrada em poucas cidades costeiras, e a economia é baseada em pesca, mineração e subsídios dinamarqueses. 

  


A relação da Groenlândia com a Dinamarca é marcada por autonomia crescente. Em 2009, um novo acordo ampliou os poderes locais, permitindo maior controle sobre recursos naturais e políticas internas. Apesar disso, a Dinamarca continua responsável pela defesa e pelas relações internacionais. Essa condição torna a ilha estratégica, pois além de sua posição geográfica, ela abriga a Base Aérea de Thule, instalada pelos Estados Unidos em 1951, considerada a instalação militar americana mais ao norte do planeta. Essa base é fundamental para monitoramento do espaço aéreo, defesa antimísseis e vigilância sobre o Ártico, o que reforça o interesse norte-americano na região. 

 O interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia não é recente. Já em 1867, após a compra do Alasca, políticos americanos cogitaram adquirir a ilha da Dinamarca. Em 1946, o presidente Harry Truman chegou a oferecer 100 milhões de dólares em ouro para comprar o território, proposta recusada pelos dinamarqueses. Décadas depois, em 2019, Donald Trump reacendeu o debate ao manifestar publicamente o desejo de comprar a Groenlândia, justificando a ideia como uma questão de segurança nacional. A proposta foi rejeitada pela Dinamarca, mas revelou a importância estratégica que a ilha possui para os EUA. 

 


Além da posição militar privilegiada, a Groenlândia desperta interesse por suas riquezas naturais. O território concentra reservas de minerais críticos como terras raras, urânio e outros elementos essenciais para a indústria tecnológica e militar. Atualmente, a exploração desses recursos é dominada em grande parte por empresas ligadas à China, o que aumenta a preocupação dos Estados Unidos em garantir acesso e controle sobre essas matérias-primas. Outro fator relevante é o impacto das mudanças climáticas: o derretimento das geleiras tem tornado o Ártico mais navegável, abrindo novas rotas comerciais que encurtam distâncias entre Europa e Ásia. Isso transforma a Groenlândia em um ponto estratégico para o comércio global. 


  A polêmica de 2026 envolvendo Donald Trump e a Groenlândia foi muito mais intensa do que a de 2019. Após a intervenção militar dos EUA na Venezuela, o presidente voltou seu foco para o Ártico e renovou publicamente a intenção de obter controle sobre a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca. Essa campanha expansionista foi vista como uma ameaça direta à integridade territorial de um país aliado, o que abalou profundamente a confiança entre os membros da OTAN.

 A situação se tornou inédita porque a OTAN, fundada em 1949, baseia-se no princípio da defesa coletiva: um ataque contra um membro é considerado um ataque contra todos. A possibilidade de os Estados Unidos, maior contribuinte da aliança, ameaçarem anexar a Groenlândia colocou a organização em uma crise sem precedentes. Analistas apontaram que a OTAN poderia ser obrigada a responder militarmente contra seu próprio aliado, algo que nunca havia sido cogitado em sua história.

 Além da questão militar, a disputa trouxe à tona interesses estratégicos e econômicos. A Groenlândia possui reservas de minerais críticos, como terras raras e urânio, fundamentais para a indústria tecnológica e militar. O derretimento das geleiras também torna a região mais acessível, abrindo novas rotas comerciais no Ártico. Para os EUA, controlar a ilha significaria ampliar sua influência geopolítica e reduzir a presença chinesa na exploração desses recursos. Para a Dinamarca e seus parceiros europeus, no entanto, a anexação representaria uma violação grave do direito internacional e uma ameaça à estabilidade regional.

 A cobiça americana pela Groenlândia, portanto, combina fatores históricos, militares, econômicos e geopolíticos. A ilha representa uma peça-chave no tabuleiro internacional, seja pela sua localização no Ártico, seja pelas reservas minerais e pelas novas rotas marítimas que se desenham com o aquecimento global. Embora a Dinamarca mantenha sua soberania e a população local tenha rejeitado qualquer ideia de venda, o episódio envolvendo Trump mostrou como a Groenlândia está no centro das disputas estratégicas do século XXI. Mais do que uma questão territorial, trata-se de um espaço que simboliza os desafios da geopolítica contemporânea, onde segurança, recursos naturais e mudanças climáticas se entrelaçam em escala global. 

 Fontes: CNN Brasil, G1, UOL. 

 

1. Explique como a localização geográfica da Groenlândia contribui para sua importância estratégica no cenário mundial. 

2. Analise de que forma a história da ocupação da Groenlândia ajuda a entender sua atual condição política. 

3. Discuta por que a Dinamarca mantém soberania sobre a Groenlândia mesmo com a autonomia conquistada pela ilha. 

4. Explique o papel da Base Aérea de Thule para os Estados Unidos e como ela reforça o interesse americano na região. 

5. Avalie os motivos que levaram os Estados Unidos a tentar adquirir a Groenlândia em diferentes momentos históricos. 

6. Analise como os recursos naturais da Groenlândia, como terras raras e urânio, influenciam disputas econômicas globais. 

7. Explique de que forma as mudanças climáticas estão alterando a importância geopolítica da Groenlândia. 

8. Discuta os impactos da polêmica de 2026 envolvendo Donald Trump e a Groenlândia para a estabilidade da OTAN. 

9. Avalie como a disputa pela Groenlândia reflete os desafios da geopolítica contemporânea, envolvendo segurança, economia e meio ambiente. 

10. Explique por que a Groenlândia pode ser considerada uma peça-chave no equilíbrio de poder mundial no século XXI. 

11. A Groenlândia é considerada estratégica por diversos fatores. Qual deles está diretamente relacionado às mudanças climáticas? 

a) A presença da Base Aérea de Thule 

b) O derretimento das geleiras que abre novas rotas comerciais 

c) A colonização viking no século X 

d) A dependência de subsídios dinamarqueses 

 

12. A relação entre Groenlândia e Dinamarca é marcada por autonomia crescente. Qual aspecto ainda permanece sob responsabilidade da Dinamarca? 

a) Agricultura e pesca 

b) Administração das cidades costeiras 

c) Mineração e exploração de terras raras 

d) Defesa e relações internacionais 

 

13. O interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia não é recente. Qual foi a proposta feita pelo presidente Harry Truman em 1946? 

a) Trocar a Groenlândia por territórios no Alasca 

b) Oferecer 100 milhões de dólares em ouro para comprar a ilha 

c) Instalar a Base Aérea de Thule em troca da soberania 

d) Conceder subsídios econômicos à Dinamarca 

 

14. A polêmica de 2026 envolvendo Donald Trump e a Groenlândia trouxe uma crise inédita para a OTAN. Qual foi o motivo principal dessa crise? 

a) A ameaça de anexação de território de um país aliado pelos Estados Unidos

b) A recusa da Dinamarca em vender a ilha 

c) A exploração de minerais críticos por empresas chinesas 

d) O aumento da população local e sua rejeição à venda da ilha 

 

15. A Groenlândia é considerada peça-chave no equilíbrio de poder mundial. Qual combinação de fatores explica essa condição? 

a) História de colonização e pequena população 

b) Subsídios dinamarqueses e pesca abundante 

c) Localização no Ártico, reservas minerais e novas rotas marítimas 

d) Autonomia política e rejeição da população à venda da ilha

 

16. Complete a cruzadinha abaixo utilizando seus conhecimentos sobre a Groenlândia. Cada pista corresponde a um aspecto histórico, geográfico, político ou econômico da ilha.

1.      Maior ilha do mundo localizada no Atlântico Norte e no Ártico.

2.      País europeu que mantém soberania sobre a Groenlândia.

3.      Base militar norte-americana instalada em 1951 na Groenlândia.

4.      Povo indígena que habita a região há milhares de anos.

5.      Recurso natural estratégico presente na Groenlândia, essencial para a indústria tecnológica.



  

GABARITO

1- A localização da Groenlândia no Ártico, próxima ao Atlântico Norte, torna a ilha estratégica para rotas comerciais e para a vigilância militar. 

2- A história de ocupação, desde os povos inuítes até a colonização dinamarquesa, explica a atual condição de autonomia política, mas ainda sob soberania da Dinamarca. 

3- A Dinamarca mantém soberania porque controla defesa e relações internacionais, mesmo após acordos que ampliaram a autonomia local. 

4- A Base Aérea de Thule, instalada pelos EUA, reforça o interesse americano por monitoramento e defesa no Ártico. 

5- Os Estados Unidos tentaram adquirir a ilha em diferentes momentos por razões de segurança nacional e acesso a recursos estratégicos. 

6- As reservas de minerais críticos, como terras raras e urânio, tornam a Groenlândia alvo de disputas econômicas globais, especialmente entre EUA e China. 

7- As mudanças climáticas, ao derreter geleiras e abrir novas rotas marítimas, ampliam a relevância geopolítica da região. 

8- A polêmica de 2026 abalou a confiança na OTAN, pois envolveu ameaça de anexação de território de um aliado, algo sem precedentes. 

9- A disputa pela Groenlândia reflete os desafios da geopolítica contemporânea, onde segurança, economia e meio ambiente se entrelaçam. 

10- A Groenlândia é considerada peça-chave no equilíbrio de poder mundial, simbolizando conflitos e interesses estratégicos do século XXI. 

11- B 

12- D 

13- B 

14- A 

15- C 

16- Gabarito
1- Groenlândia

2- Dinamarca

3- Thule

4- Inuíte

5- Terras-raras

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Atividade 50 de Geografia - 7ª série - Anos Finais - Região Norte do Brasil

ATIVIDADE 50

Atividade de Geografia - 7° Ano

Componente Curricular: Amazônia

Subtema: Exploração da Amazônia

Habilidades da BNCC: EF09GE04 / EF09GE07 / EF09GE11

 Faça o download dessa atividade no final, inteiramente GRÁTIS!

Leia o texto.

Trabalho e impactos ambientais na Amazônia

 

A região Amazônica, uma das mais importantes do planeta em biodiversidade e riqueza natural, abriga milhões de brasileiros em diferentes contextos sociais e econômicos. A maior parte da população vive em áreas urbanas, como nas capitais Manaus e Belém, mas há também muitas comunidades ribeirinhas, indígenas e trabalhadores rurais que vivem em zonas remotas e de difícil acesso. Nesses territórios, o trabalho é um elemento central da vida cotidiana e apresenta grande diversidade de formas.

 

Nas áreas urbanas da Amazônia, as atividades de trabalho estão concentradas nos setores de comércio, serviços públicos, turismo, transporte e, principalmente, em atividades informais, como vendedores ambulantes, motoristas de aplicativos ou prestadores de serviços sem carteira assinada. Em muitas cidades, a falta de emprego formal é um desafio, o que leva grande parte da população a viver de pequenos bicos e trabalhos temporários.

As consequências desses processos afetam diretamente a vida das populações locais. Comunidades ribeirinhas e indígenas enfrentam contaminação da água, diminuição dos peixes e perda de territórios tradicionais. Nas cidades, o crescimento urbano desordenado gera problemas como a falta de saneamento básico, moradias em áreas de risco e aumento do desemprego. A precarização das condições de trabalho, tanto na cidade quanto no campo, agrava a desigualdade social na região.

Diante disso, torna-se fundamental discutir a importância da fiscalização ambiental, do acesso a direitos trabalhistas e da promoção de modelos sustentáveis de desenvolvimento. A valorização dos saberes locais, o incentivo à economia solidária e a educação ambiental são caminhos para transformar a realidade da Amazônia. Compreender as relações entre o trabalho, o meio ambiente e as populações da floresta é essencial para construir um futuro mais justo e equilibrado.

Nas zonas rurais, predominam atividades ligadas ao extrativismo vegetal (como coleta de açaí, castanha e borracha), à agricultura familiar, à criação de animais e à pesca artesanal. Também se destacam o agronegócio e a mineração, tanto legal quanto ilegal. A extração ilegal de ouro, especialmente em áreas protegidas e terras indígenas, tem crescido nos últimos anos, trazendo sérias consequências ambientais e sociais, como o envenenamento dos rios por mercúrio e o aumento de conflitos fundiários.


Desmatamento e garimpo ilegal na Amazônia.

 

O impacto ambiental das atividades econômicas na Amazônia é uma preocupação constante. O desmatamento para abertura de pastagens, cultivo de monoculturas e expansão de garimpos ilegais provoca a degradação do solo, perda de biodiversidade e poluição dos recursos hídricos. O solo da floresta amazônica, quando desmatado, se torna pobre em nutrientes, dificultando a recuperação da vegetação original. Além disso, o lançamento de resíduos e esgoto sem tratamento nas áreas urbanas compromete a qualidade da água dos igarapés e rios.

 

Fontes:

 IBGE: www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/mapas-regionais/15819-amazonia-legal.html? utm_source=chatgpt.com

 

 

 ATIVIDADE

1.               Quais são os principais tipos de trabalho encontrados nas áreas urbanas da Amazônia?

2.               Cite duas atividades econômicas praticadas na zona rural da Amazônia.

 

3.               Qual a diferença entre trabalho formal e informal? um exemplo de cada na Amazônia.

 

4.               Explique como a mineração ilegal afeta os rios e as populações locais da Amazônia.

 

5.               Por que o desmatamento para criação de pastagens representa uma ameaça ao equilíbrio ambiental amazônico?

 

6.               Em sua opinião, quais são os principais desafios enfrentados por trabalhadores rurais na Amazônia?

 

7.               Relacione os problemas de infraestrutura urbana com as dificuldades sociais e ambientais em cidades amazônicas.

 

8.               Como as formas de trabalho influenciam na degradação dos solos da Amazônia?

 

9.               Qual a importância da fiscalização ambiental no combate aos impactos causados por atividades econômicas ilegais?

 

10.            Observe e analise a imagem do texto. O que essa imagem nos mostra sobre a relação entre trabalho e meio ambiente na região amazônica?

 

11.            Com base na imagem abaixo cite dois problemas urbanos que impactam a qualidade de vida das populações amazônicas.

 


Casas em Igarapé em Manaus - Amazonas.

 

12.            Observe o gráfico e imagem.

 

 




Desmatamento na Amazônia em 2022.

 

 

Após analisar o gráfico e a imagem, quais transformações você percebe na cobertura vegetal? O que isso indica sobre a atividade econômica na região? Quais os possíveis motivos podem ter provocado a queda no desmatamento entre 2010 e 2020?

 

Gabarito (respostas esperadas):

1.               Comércio, serviços, turismo, trabalho informal.

2.               Extrativismo vegetal, pecuária, agricultura.

3.               Formal: carteira assinada (ex: professor); Informal: ambulante.

4.               Contaminação por mercúrio, doenças, destruição de fauna e flora.

5.               Reduz a biodiversidade, empobrece o solo, causa erosão.

6.               Falta de acesso à terra, exploração, poucos direitos trabalhistas.

7.               Falta de saneamento e moradia causa poluição e doenças.

8.               O uso intensivo do solo sem técnicas sustentáveis empobrece a terra.

9.               Garante a preservação dos recursos naturais e proteção de comunidades.

10.            Mostra destruição ambiental por garimpo e falta de controle estatal.

11.            Falta de saneamento básico, poluição hídrica.

12.            Perda de cobertura vegetal; aumento de atividades predatórias. Políticas públicas de conscientização ambiental, fiscalização intensiva, maior rigor nas leis ambientais.



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